4 anos: Mariana ainda luta por recuperação

Neste mês, o desastre causado pelo rompimento da barragem de Fundão, da Samarco, em Mariana, completou quatro anos e ainda há muito a ser resolvido: a multa por crime ao meio ambiente de mais 3 milhões não foi paga, a recuperação ambiental ainda se encontra atrasada e o Rio Doce permanece poluído.

Em protesto, manifestantes chegaram a paralisar a rodovia estadual ES-248, em Linhares, para reivindicar limpeza das águas, indenizações e auxílio emergencial para moradores da região.   

Um estudo feito pelo governo de Minas e a Renova – entidade responsável pela mobilização para a reparação dos danos, a qual a Samarco, BHP Billiton e Vale fazem parte – comprovou que o nível de contaminação da região ainda é expressivo. De acordo com o relatório, “existe um perigo para a saúde das populações expostas aos contaminantes definidos através da ingestão, inalação ou absorção dérmica das partículas de solo superficial e/ou da poeira domiciliar contaminadas”.

Além disso, o Rio Doce ainda se encontra com a pesca proibida por decisão judicial. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou este ano um trabalho que comprovou que a concentração de mercúrio e chumbo nas amostras de peixes coletados no Rio Doce ultrapassou a quantidade de ingestão máxima tolerada.

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