Apesar de impasses, governo quer privatizar Eletrobras

“Vamos trabalhar para que seja [enviado] o mais rápido possível”, disse Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, quanto ao projeto de lei (PL) que visa na privatização da Eletrobras. No entanto, o empenho da tramitação do PL dependerá ainda do governo federal. A declaração foi feita na última quarta-feira (21), mesmo dia que o governo anunciou o plano de privatização de 17 empresas públicas, que inclui a empresa de energia elétrica. A afirmação de Maia resultou no disparo das ações da estatal em mais de 12%, atingindo máxima histórica.

O pronunciamento de Maia foi feito um dia após o Congresso derrubar a Medida Provisória (MP) que viabilizava a venda da maior companhia de energia elétrica da América Latina a iniciativa privada. O texto da MP, editado pelo presidente Jair Bolsonaro em abril, estabelecia que valores de até R$ 3,5 milhões fossem repassados para a empresa até 2021, como forma de reembolsar a Eletrobras em despesas assumidas de parte de suas distribuidoras, que foram todas desestatizadas no fim de 2018.

Por volta das 13h de quarta-feira (21), os papéis ordinários (com direito a voto) da Eletrobras subiram 13,3% a R$ 45,38. A companhia é uma das 17 estatais que integram a lista do plano de privatização do governo federal previsto para ser realizado ainda em 2019 e anunciado ontem. Além da empresa de energia elétrica, estão os Correios, Telebras, Lotex, Casa da Moeda, EBC, Emgea, ABGF, Serpro, Dataprev, Ceagesp, Ceasaminas, CBTU, Trensurb, Codesa, Ceitec e Codesp.

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