Após onda negativa, petróleo ensaia recuperação

“Acho que o pior já passou”, disse Pierre Andurand, diretor de investimentos e fundador da Andurand Capital Management. “A Opep+ cortou o suficiente, e a demanda vai se recuperar de forma lenta e gradual.” De acordo com a Bloomberg, os profundos cortes na produção e os arriscados primeiros passos em vários países para flexibilizar o isolamento social tiraram o mercado do abismo dos preços negativos, mas ambas as medidas podem não funcionar.

No momento, os preços do petróleo sobem, com alta de cerca de 70% em Nova York desde o início de maio, e até 17 milhões de barris de petróleo por dia devem ser retirados do mercado no próximo mês, disse Mohammad Barkindo, secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, em entrevista à Bloomberg TV.

Ao mesmo tempo, a queda de 30% do consumo global de petróleo vista em abril está desacelerando. Além disso, sinais de recuperação surgem no mundo todo com a reabertura de empresas e retorno de motoristas às estradas de Berlim a Pequim. Dessa forma, parece que o chamado “Abril Negro” pelo diretor-executivo da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, já é passado, porém o mercado ainda enfrenta riscos consideráveis.

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