Arábia eleva produção e preço do barril despenca

No último domingo (8), a cotação do petróleo sofreu sua maior queda desde a Guerra do Golfo, e os preços continuam despencando. Isso porque, no atual cenário epidêmico de coronavírus que já afetava o setor petrolífero, a Arábia Saudita decidiu ainda anunciar um aumento na sua produção – uma forma de medir forças com a Rússia que não aceitou o acordo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) na última semana.

Contudo, essa queda afetará não somente o mercado internacional, como também o Brasil e sua maior estatal, a Petrobras. No Brasil, o preço do barril de petróleo irá dificultar a venda de ativos da Petrobras e o faturamento de possíveis leilões programados para este ano, diminuindo assim o caixa da estatal. Além disso, o preço da gasolina pode sofrer alteração, o que diminuirá a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e também o recebimento de royalties por estados e municípios. Dessa forma, analistas e investidores de todo o mundo estão cada vez preocupados com esse panorama mundial.

Entenda:

Na última semana, a OPEP e seus aliados propuseram uma redução na produção mundial de petróleo. A medida seria uma tentativa para conter a queda dos preços do petróleo causada pelo recente surto de coronavírus, que tem desacelerado diversas economias. Contudo, a Rússia não aceitou o acordo, o que fez o preço do barril que já caía, despencar ainda mais. Como forma de pressionar o país, a Arábia Saudita, um dos maiores produtores mundiais de petróleo, indicou que irá aumentar sua produção – uma tentativa das autoridades sauditas de forçar a Rússia a rever seus planos. Com isso, a medida pode inundar o mercado de petróleo e levar o preço do barril para perto dos US$ 20, um dos menores valores registrados desde a Guerra do Golfo.

ACESSE AS REDES DA PANORAMA OFFSHORE:

Deixe uma resposta