As turbinas proporcionam maior eficiência nas plataformas

Uma plataforma offshore de petróleo funciona como uma ilha artificial em alto-mar, razão pela qual necessita de fornecimento de energia para manter suas operações de exploração e as atividades de apoio. Quem cumpre esse papel são os sistemas de geração.

“Comparando com o que conhecemos em nosso cotidiano, as plataformas offshore têm uma configuração que replica a arquitetura de uma cidade, com fábricas, moradias e sistemas auxiliares”, explica Fernando Martins, vice-presidente da GE para Óleo e Gás na América Latina. Por exemplo: nas plataformas, as indústrias são substituídas por unidades de processamento e as moradias por um sistema de hotelaria, tudo em escala bastante reduzida.

“Assim como as usinas hidrelétricas são as principais fornecedoras de energia elétrica para as cidades brasileiras, no caso das plataformas, sistemas específicos atendem às demandas energéticas”, argumenta Martins. De acordo com ele, a alternativa mais comum às “hidrelétricas” das plataformas são as turbinas a gás, principalmente os modelos aeroderivados que, como o nome denuncia, são adaptações dos equipamentos tradicionais que propulsionam os aviões a jato. Apesar de majoritárias, elas dividem espaço com outras fontes de geração de energia, lista que inclui as turbinas a vapor ou motores alternativos, queimando gás, diesel ou óleo cru.

No caso da GE, embora a empresa tenha uma gama de produtos que cobre faixas de potência de 12.000 MW a 124.000 MW, aplicáveis em plantas de gás natural, estações de compressão e unidades de refinarias e petroquímicas, as turbinas usadas em plataformas offshore precisam se adequar à limitação de espaço. “E a opção mais comum geralmente são os equipamentos que podem ser ativados com combustíveis distintos (diesel e gás natural) e que proporcionam maior eficiência energética”, complementa. No Brasil, de acordo com ele, a aplicação típica são as turbinas de 25 MW, alinhadas com as condições de temperatura e umidade da plataforma.



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