Baixa do petróleo e pandemia afetam cultura da cana

Desde o início da pandemia, o preço do petróleo caiu 40%, para abaixo de US$ 30 o barril, o que derrubou o preço da gasolina e por consequência, afetou diretamente o etanol. Com a atual crise e a baixa da commodity, a cultura da cana sofreu um grande impacto no Brasil. Em entrevista ao Estadão, produtores contaram que a cana acabou perdendo seu espaço para os grãos – soja, milho e até amendoim. 

Até o mês de fevereiro, o setor de cana chegou a apresentar um dos melhores resultados dos últimos anos – o preço do açúcar estava em torno de 15 centavos de dólar por libra-peso. No momento, está em torno de 10 centavos. Devido a isso, boa parte das usinas já tinham vendido açúcar para exportação e a demanda por etanol se encontrava firme. No entanto, foi a partir do mês de março que a situação piorou. 

Os produtores que fornecem matéria-prima para usinas em recuperação judicial, por exemplo, correm o risco de não poder honrar suas dívidas e se encontram em situação mais complicada. Na região Centro-Sul (Centro-Oeste, Sudeste e Sul), que concentra a maior parte da produção do país, com 350 usinas, a situação fica ainda mais complicada para aquelas que só possuem destilarias – das 267 unidades produtoras, 80 só produzem etanol. Com as incertezas provocadas pela pandemia, boa parte das empresas já em dificuldades financeiras vão para o mesmo caminho.

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