Biocombustíveis: demanda cai depois de duas décadas

Com a pandemia, a demanda por biocombustíveis em 2020 registrou queda pela primeira vez em 20 anos. Um dos fatores que ocasionou essa diminuição foi a queda expressiva do preço do petróleo nos últimos meses, impulsionada pela pandemia. O preço dos biocombusítveis não são competitivos nesse cenário de barateamento dos combustíveis fósseis.

De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), a produção de biocombustíveis para os transportes em 2020 registrará queda de 11,6% na comparação com o ano anterior. Além disso, o uso de biocombustíveis foi o que apresentou maior diminuição entre as fontes de energia renovável.
Com a pandemia, o preço do petróleo desabou. Desde março deste ano, o barril do Petróleo Brent não passa dos US$ 50, enquanto um barril de biodiesel ficou em aproximadamente US$ 70, segundo o grupo agroindustrial francês Avril.

Os biocombustíveis contam com a vantagem ambiental, mas dependem de vários fatores para seu crescimento no mercado. Além de preços desiguais, um problema é que a primeira geração de biocombustíveis, produzida com beterraba, milho ou trigo, retira quantias significativas de alimentos da base alimentar de muitos países. Além disso, o setor depende também do aumento do nível de uso dos biocombustíveis nos postos de gasolina.

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