Brasil e China reativam comissão bilateral

Após período de desconfiança a respeito do atual governo brasileiro, a China decidiu restabelecer as relações com o Brasil e reativar a comissão bilateral. Isto está sendo possível devido a vários encontros ocorridos entre o embaixador chinês no Brasil, Yang Wanming, e as autoridades do governo.

A reativação da Cosban (Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível) já foi acertada entre os dois países. A comissão, que foi criada em 2004, estava suspensa desde o impeachment de Dilma Rousseff, uma vez que é presidida pelo vice-presidente do Brasil e pelo vice-primeiro-ministro da China. Quando Michel Temer assumiu a presidência em 2016, o Brasil ficou sem vice.

Sem vice-presidente, a China não aceitou a sugestão do Itamaraty de que o Brasil pudesse ser representado na época pelo Ministro das Relações Exteriores, José Serra.

A reunião está marcada para acontecer em junho deste ano, em Pequim. O órgão, composto por várias comissões, é responsável por tratar de assuntos estratégicos voltados para comércios e investimentos. A China é hoje o maior parceiro comercial do País: só no ano passado, as exportações aos chineses renderam US$ 62,2 bilhões ao Brasil, e as importações US$ 34,7 bilhões.

As principais exportações brasileiras são de petróleo, o maior tesouro nacional aos olhos do mercado estrangeiro. Além do combustível, minério de ferro e soja compõem o volume de vendas à China. O governo brasileiro, por sua vez, tem interesse em ampliar a pauta de exportações.

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