China dá sinais de recuperação no consumo de óleo cru

Segundo a consultoria Wood Mackenzie, a China, que é o principal destino de exportação da Petrobras, vem apresentando sinais de recuperação no consumo de óleo cru. Após a crise desencadeada pelas medidas de isolamento social, contra o novo coronavírus, a demanda chinesa pela commodity deve subir 16,3% no segundo trimestre. 

A expectativa é que o consumo chinês volte aos patamares de 13 milhões de barris/dia, no entanto ainda se mantendo 2,5% abaixo dos patamares do segundo trimestre de 2019. A recuperação mais efetiva é esperada apenas para o segundo semestre, com aumento de 2,3% na demanda chinesa.

Em relação à Petrobras, a China respondeu, no primeiro trimestre, por 48% das exportações da companhia, 20 pontos percentuais a menos do que a participação chinesa nas vendas externas da estatal brasileira no quarto trimestre de 2019. Houve uma redução de 12% nas exportações da petroleira para o país asiático na mesma base de comparação, para 386 mil barris por dia.

Para a Wood Mackenzie, a trajetória de recuperação da demanda chinesa dependerá de como a pandemia se comportará. “Mesmo que a China evite uma segunda onda de infecções, enquanto a pandemia permanecer em todo o mundo, o país manterá rigorosos controles nas fronteiras, restringindo a aviação. Além disso, a atual crise econômica global provavelmente terá um impacto adverso nas exportações e investimentos da China, pressionando negativamente a atividade de transporte industrial e comercial”, afirma o pesquisador Yuwei Pei, em relatório sobre o assunto.

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