Choque do petróleo assusta economia global

Como se não bastasse toda tensão geopolítica e econômica causada pela desaceleração da economia e o atentado recente a uma instalação de petróleo na Arábia Saudita, a cotação do petróleo (Brent) se manteve em alta e abre, hoje (17), por volta dos US$ 68,00. Apesar da gravidade, o impacto disso dependerá do tempo que vai durar a alta dessas cotações.

Porém, a economia já se encontra muito fragilizada e sem preparo para enfrentar o choque do petróleo, visto que, o setor petrolífero alimenta diversos setores e influencia de forma grandiosa o mercado mundial.

Esse choque desaceleraria ainda mais a demanda global, que já passa por maus momentos devido a intensa disputa comercial dos EUA e China e também afetaria o crescimento de potências como a Alemanha, já que provocaria uma diminuição da atividade manufatureira. Até mesmo a China, considerado o maior importador de petróleo, registrou o pior desempenho mensal da produção industrial desde 2002. Economias emergentes como da Índia e África do sul, por exemplo, correm risco de sofrer grandes fugas de capital e desvalorização de moedas.

Em contrapartida, em entrevista a CNBC, Mark Mobius – considerado o “Guru dos emergentes” – ressaltou que o Brasil pode ser um dos grandes beneficiados com essa alta, visto que as pessoas passariam a olhar mais para o país e vê-lo com um grande produtor. Porém, alguns analistas pensam diferente e enxergam obstáculos para a Petrobras em repassar os preços.

A questão é que se a situação não for normalizada, a desaceleração da economia pode aumentar, gerando riscos inflacionários para o Brasil e o mundo todo.

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