Corrida por tarifa social de luz durante a pandemia

Por conta das dificuldades financeiras ocasionadas pela pandemia de coronavírus, milhares de pessoas atualizaram seus dados no Cadastro Único do Ministério da Cidadania. Dentre os serviços custeados pelo governo para famílias de baixa renda durante essa crise, está a tarifa da conta de energia.

O programa Tarifa Social oferece descontos na conta de luz de baixa renda – 65% para os primeiros 30 kWh consumidos; 40% de 31 kWh a 100 kWh; 10% de 101 kWh a 220 kWh; zero a partir de 221 kWh. Com a adesão ao CadÚnico, a expectativa é de que o número de famílias que estão no programa Tarifa Social quase dobre – de 9,4 milhões para 17,6 milhões.

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o custo para o programa neste ano seria de R$ 2,66 bilhões, cobrados mensalmente nas tarifas de energia dos consumidores do país. Isso acontece porque, na prática, os consumidores residenciais, comerciais e industriais pagam um valor mais alto para permitir os descontos concedidos aos mais pobres.

Contudo, por conta da atual pandemia, a União contribuiu com o pagamento de benefícios para ajudar a custear o programa. Foi a primeira vez que a decisão foi tomada desde o ano de 2015. No mais, o Ministério de Minas e Energia informou que caso o número de beneficiários aumente ainda mais, irá buscar, junto à Aneel, outras fontes de recursos para custear o programa e reduzir o impacto no consumidor.

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