Cortes da OPEP elevam valor do barril de petróleo

O petróleo fechou em alta de 1% nesta quarta-feira, 18, buscando fôlego nos dados semanais do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, que, apesar de terem contrariado expectativas de mercado com um avanço significativo dos estoques de petróleo no país, revelaram um recuo em volume também inesperado das reservas de gasolina, gerando expectativa de escoamento futuro do óleo bruto. Além disso, a Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) informou que o acordo de cortes de oferta entre os membros do cartel e outros 10 produtores foi cumprido em 121% em junho.

Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o barril do Brent para setembro teve ganho de US$ 0,74 (+1,03%), a US$ 72,90. Já o WTI para agosto subiu US$ 0,68 (+1,00%), a US$ 68,76 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).

Sempre atentos aos números semanais do DoE, investidores encontraram no dado referente a estoques de gasolina um motivo para escantear o amplo avanço das reservas de petróleo bruto. Estas últimas saltaram 5,836 milhões de barris, contrariando a previsão de queda de 3,3 milhões de barris de analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. Mas os estoques de gasolina recuaram 3,165 milhões de barris, muito mais que a baixa de 400 mil barris projetada pelo mercado.

O olhar voltado para a variação do combustível tirou as cotações de petróleo do vermelho e as firmou em território positivo, num movimento consolidado também com o anúncio pelo Comitê Misto de Acompanhamento Ministerial da Opep de que os membros do Opep+, grupo que reúne os países do cartel e outros grandes produtores da commodity, cortaram a produção mais do que o previsto no mês passado, cumprindo 121% da redução da oferta acertada sob o acordo.

Para o Opep+, considerando-se as condições do mercado para o mês de julho, os países devem cumprir em 100% o corte acertado ou superá-lo novamente. Fonte: Exame.



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