Da mineração à siderurgia na COIM Brasil

Se o momento econômico pelo qual o Brasil passa não é favorável, as empresas têm que se reinventar para manter os negócios em pé. Em meio ao segundo ano consecutivo de recessão, o que mais se vê são indústrias em dificuldades. Outras, no contra fluxo da maré da crise, aproveitam a oportunidade para se reinventar e buscar alternativas que as coloquem novamente a favor da corrente.

A COIM Brasil – Chimica Organica Industriale Milanese, está no segundo grupo – o das que encontraram seu caminho para contornar a crise. A multinacional, relativamente nova no mercado brasileiro, com 20 anos de atuação, observou um crescimento constante na última década e um aumento na sua arrecadação ainda mais acentuado desde 2013.

A boa fase da empresa culminou em investimentos em tecnologia de ponta e aparelhamento dos seus laboratórios na ordem de U$ 500 mil. As mais recentes peças desse projeto de crescimento constante da COIM são dois reatores que já tiveram suas compras aprovadas para as linhas Glicexter e Imuthane – um aporte de U$ 2 milhões – e que começam a funcionar no primeiro semestre do próximo ano, dobrando a atual capacidade produtiva da planta.

Aliado a isso, espera-se tornar os processos de controle de qualidade ainda mais rigorosos, minimizando erros e falhas por meio da realização de testes cada vez mais assertivos. As novas máquinas abrirão também outras possibilidades de trabalho que colocarão a COIM na linha de frente de produção com itens que até então só poderiam ser importados. Ao todo, a quantia para a realização de todo esse planejamento gira em torno dos U$2,5 milhões.

Competindo em um mercado altamente segmentado e extremamente sensível às mudanças econômicas e políticas do país, os números da COIM são ainda mais expressivos. Bem próxima de alcançar a liderança no mercado de produção de elastômeros de poliuretano, a empresa tem investido essencialmente em duas ações complementares que já provaram dar resultado: tecnologia e atendimento personalizado.

A inovação faz parte do DNA da COIM. Por esse motivo, os avanços tecnológicos e melhorias constantes de produtos e procedimentos colocam a empresa na vanguarda do setor: “Passamos a disponibilizar no nosso portfólio o elastômero de poliuretano, em formato spray, que tem utilização específica nas indústrias de mineração e petróleo. Apesar da baixa demanda comparada ao sistema derramado, que é o tradicional e abarca a maioria dos nossos clientes, entendemos que devemos estar preparados para quando o mercado voltar a reagir positivamente”, ressalta Roberto Imai, gerente de negócios da COIM.

Como forma de tornar o trabalho ainda mais eficiente, a COIM tem investido no aparelhamento do seu laboratório em Vinhedo. Além dos já tradicionais testes químicos, de liberação dos produtos, a empresa comprou equipamentos para realizar a medição física dos elastômeros: “Contamos com alta tecnologia que coloca à prova tração, abrasão, fadiga e outras características dos nossos produtos. Isso garante a qualidade para o nosso comprador. Realizamos também a identificação de poliuretanos por infravermelho. Por meio da comparação entre as informações coletadas após a medição e as cadastradas no banco de dados, conseguimos reconhecer as especificações do material que temos em mãos. Isso dá mais clareza ao cliente para comprar e utilizar os produtos em seus projetos”, explica Roberto.

Além de já estar estabelecida como referência na indústria química, a COIM, também se destaca como empresa que respeita seus clientes. Por meio do atendimento diferenciado e serviço sob demanda, busca oferecer soluções inteligentes para os mais diversos mercados que utilizam produtos da linha Imuthane: “Procuramos identificar as necessidades e, nesse processo, aprender com novas aplicações, desenvolvimento de produtos e formas de trabalho. Da agricultura ao setor calçadista, da mineração à siderurgia. As possibilidades são infinitas.”

É justamente essa filosofia de bom atendimento que impulsiona o tratamento diferenciado e personalizado da COIM para com seus clientes. Com um pós-venda que busca dar todo o suporte, a empresa ainda se empenha em oferecer seminários e treinamentos para auxiliá-los. Periodicamente, são realizados eventos de aperfeiçoamento. Esse tipo de ação é inédito no Brasil e tem um retorno bastante positivo. Desde que foi implementado no ano passado, mais de uma centena de pessoas acompanharam esse ciclo de palestras. Os treinamentos, realizados periodicamente nas sedes da COIM no Brasil e EUA, são oferecidos a todos os níveis do cliente, desde o operador que processa os produtos Imuthane até aos Gerentes e Diretores.

O cuidado com o produto estende-se da venda até o consumidor final e se reflete na abrangência da COIM, que contempla todo o ciclo: “Todos os nossos clientes são especiais. Inclusive atendemos os clientes dos nossos clientes, quando eles têm problemas. Um exemplo do reconhecimento é o convite que recebemos da Vale/MG, todos os anos, para ministrar um curso de poliuretano focado nas aplicações típicas na mineração bem como aperfeiçoar o conhecimento de seus técnicos e gerentes em novas aplicações.

É fruto de um excelente relacionamento mesmo não sendo fornecedor direto. Ficamos felizes, pois isso contribui também para a melhoria de desempenho dos nossos produtos. A nossa ideia é mostrar para toda a cadeia que a COIM pode sempre ajudar de alguma forma”, explica Roberto.

Sobre a COIM

A COIM (Chimica Organica Industriale Milanese) é uma empresa de origem italiana especializada em policondensação (ester), poliadição (poliuretanos) e grande fabricante de especialidades químicas. Fundada em 1962, em Milão, a empresa foi a primeira da Itália a produzir peróxidos orgânicos. Hoje, a multinacional opera em todos os países desenvolvendo soluções on demand e prestando serviços de qualidade para os mais importantes grupos do mundo. Possui unidades fabris na Itália, Brasil, Estados Unidos, Índia e Cingapura, além dos Centros de Pesquisa na Itália, França, Inglaterra, Alemanha e Brasil.



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