Diesel terá matéria-prima importada em sua composição

Com a aprovação recente da resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), o Brasil abre caminho para o uso de matéria-prima importada na produção de biodiesel. O foco é atender leilões públicos de compra do insumo. A medida foi publicada no Diário Oficial da União na última terça-feira (17).

Assim, ficou estabelecido que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) poderá permitir a utilização de matéria-prima importada nos editais de leilões, o que foi considerado “de interesse da política energética nacional”. Vale lembrar que A ANP chegou a reduzir temporariamente o percentual de mistura obrigatória de biodiesel no diesel em leilão para amenizar a alta dos preços neste ano.

No mais, a decisão governamental aconteceu no momento em que o setor de biodiesel brasileiro lida com preços recordes da soja, após fortes exportações e consumo interno da commodity. No final de outubro, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) projetou que a produção de biodiesel do Brasil deve terminar 2020 com total de 6,4 bilhões de litros, alta de 8,5% na comparação com 2019 e nível recorde para um ano.

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