Entenda a crise do petróleo e seus impactos

Já se sabe hoje que o petróleo é um recurso natural esgotável. Ou seja, quanto mais próximo de chegar ao fim, mais caro fica, fator que resulta numa grande disputa financeira. Além disso, o Oriente Médio detém as maiores reservas do óleo, enquanto os Estados Unidos e a Europa são os maiores consumidores, o que ocasiona em diversos conflitos entre essas regiões até os dias atuais.

A crise do petróleo ocorreu justamente em momentos em que os países exportadores e membros da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e do Golfo Pérsico impediram a distribuição da matéria-prima para os EUA e países europeus – isso ocorreu três vezes desde a Segunda Guerra Mundial. Assim, mais especificamente, a crise iniciou na década de 70, quando também se descobriu que o petróleo não é renovável. Por consequência, o preço do produto sofreu diversas altas de preço, causando reflexos no mercado.

O primeiro momento de crise ocorreu em 1956, quando o presidente do Egito nacionalizou o Canal de Suez, propriedade de uma empresa Anglo-Francesa, fazendo com que o abastecimento nos países ocidentais fosse interrompido e causando um novo aumento de preço. O segundo momento foi em 1973, com a Guerra do Yom Kippur, que gerou um protesto ao apoio dado pelos EUA a Israel. O terceiro ocorreu durante a crise política no Irã que desorganizou o setor de produção no país.

Já em 1991 se iniciou a Guerra do Golfo, onde um confronto envolvendo o Kuwait, Iraque e EUA ocasionou incêndios em poços de petróleo kuwaitianos, causando um grande impacto ecológico e financeiro. Por fim, o quinto momento de crise foi muito recente: em 2008, movimentos especulativos de escala global fizeram com que o preço do produto subisse 100% entre os seis primeiros meses do ano.

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