Entenda o contexto político do ataque aos sauditas

Por consequência do recente ataque às instalações petrolíferas da Arábia Saudita, na última terça-feira, 17, o preço do barril de petróleo (Brent) abriu e se manteve por volta dos US$ 68,00. O ‘11 de setembro do mercado petrolífero’, como é chamado por alguns especialistas, fez a Arábia Saudita bloquear metade da sua produção diária de petróleo, equivalente à 5% da produção mundial.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), atualmente os EUA são o maior produtor de petróleo no mundo, com a Arábia Saudita liderando em segundo lugar.

Foto: IBP

Por conseguinte, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou ontem que liberaria a reserva de petróleo do país para manter o mercado abastecido e ajudar os aliados sauditas, caso fosse necessário.


Trump também afirmou estar pronto para revidar e acusou o Irã, rival dos EUA, de ser o encarregado pelo ataque às instalações. Contudo, o grupo de rebeldes Houthis, do Iêmen, assumiu a responsabilidade pela investida: “Temos o braço longo, e ele pode alcançar qualquer lugar, a qualquer momento”, advertiu o porta-voz militar do grupo, Yahiya Saree, dirigindo-se ao reino saudita. Diversos oficiais sauditas tem duvidado da confirmação, defendendo que o ataque não seria do Iêmen e sim do próprio Irã, seu principal rival e apoiador dos Houthis.

O fato é que o ataque às petroleiras na Arábia Saudita desestabilizou ainda mais a região do Golfo Pérsico, mostrou ao mundo a vulnerabilidade das estações onshore, afetou o mercado internacional e aumentou ainda mais a tensão entre Estados Unidos e Irã.

Ou seja, a presença dos Estados Unidos na questão do ataque aos sauditas tem mais relação com o embate de anos contra o Irã, do que com a aliança com a Arábia em si.

O Ministério da Energia saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, disse em uma coletiva que a produção de 2 milhões de barris por dia já foi recuperada e que até o final deste mês, a produtividade será totalmente restabelecida.

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