Entenda o desastre causado pelo óleo no litoral

A partir do dia 30 de agosto, um vazamento de óleo se espalhou por nove Estados do Nordeste. O poluente foi identificado em uma faixa de mais de 2 mil quilômetros da costa brasileira e análises apontaram ser petróleo cru, de origem desconhecida e de tipo não produzido no Brasil. De acordo com a Marinha e a Petrobras, a substância se tratava de hidrocarboneto, conhecido como piche e é a mesma em todos os pontos analisados.

Tudo começou no Nordeste com manchas na Paraíba e em Sergipe e depois se espalharam para os outros lugares. Recentemente, ó óleo também se expandiu para o Sudeste, atingindo praias no Espírito Santo e no Rio de Janeiro. Segundo pesquisadores, é a maior área já afetada por um desastre do tipo.

O derramamento causou diversos danos a ecossistemas das regiões. Atualmente, de acordo com dados divulgados pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), já são 889 localidades afetadas pelo óleo. Dentre elas, estão 128 municípios e 11 estados atingidos. Além disso, são 154 animais oleados e 108 já morreram. Atividades que dependem do mar, como a pesca, também foram prejudicadas.

Mais de três meses desde que as primeiras manchas de óleo foram vistas no litoral brasileiro, ainda não se sabe quem é o culpado pelo desastre. A Polícia Federal chegou a apontar o navio petroleiro Bouboulina, da empresa grega Delta Tankers, como o possível culpado, mas as investigações ainda não foram concluídas. A Delta Tankers negou envolvimento no desastre.

O Ibama, a Marinha e a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), que formam o chamado GAA (Grupo de Acompanhamento e Avaliação), estão responsáveis pelo monitoramento e controle da situação. Além disso, profissionais do exército, da Petrobras e do do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) também estão trabalhando nos locais, em busca de combater o desastre o mais rápido possível.

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