Especialistas retiram culpa de navio Bouboulina

Na última Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Óleo, que aconteceu na Câmara dos Deputados, especialistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), do Centro Nacional de Monitoramento e Informações Ambientais (Cenima) e do Ministério do Meio Ambiente afirmaram que até hoje ainda não foi descoberto o responsável pelo desastre no litoral brasileiro.

“Normalmente são utilizados navios mais antigos, que podem estar trafegando com uma quantidade de óleo acima do normal. Então, na minha opinião, seria um acidente realmente com um navio pirata, desconhecido”, disse o coordenador-geral do Cenima, Pedro Alberto Bignelli, que descartou a hipótese do navio Bouboulina ser o culpado.

Além disso, segundo o Ibama, a HEX Tecnologias Geoespaciais teria tentado repassar informações inconsistentes ao instituto. Porém, teria feito isso apenas por ter um contrato de pouco mais de um R$ 1 milhão com o órgão ambiental. Após o Ibama negar o pagamento do valor, a HEX repassou as informações que acusavam o navio grego como culpado a Polícia Federal.

O deputado João Campos disse que a história será apurada e também questionou os representantes do governo sobre o cumprimento do Plano Nacional de Contingência (PNC). “Nós podemos verificar que, entre autoridades que compõem o Ibama, há divergências quanto a cumprimentos, algumas normativas, a pontos cruciais do PNC. Poderemos nos posicionar sobre isso durante a fase de constituição do relatório”, afirmou Campos.

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