Estatal saudita Aramco é a empresa mais lucrativa do mundo

A petrolífera da Arábia Saudita, Saudi Aramco, divulgou seu balanço anual e constatou o que analistas do setor de óleo e gás já estimavam: empresa é a mais lucrativa do mundo, com rentabilidade de US$ 111,1 bilhões só no ano passado. Mas não é para menos, já que a companhia é produtora de cerca de 10% do petróleo do planeta. Este é o 1º balanço divulgado pela empresa em 40 anos, desde a sua estatização.

A estatal só não obteve lucro superior devido a pesada carga tributária imposta pelo reino saudita. Ainda assim, superou as concorrentes anglo-holandesa Shell (6º lugar no ranking com US$ 23,4 bi) e a americana Exxon Mobil (7º lugar com US$ 20,8 bi). Apesar do desempenho, a Aramco não consegue obter o almejado triple A das agências de classificação de risco, nota que avalia a confiança dos investidores na companhia.

A Saudi Aramco tornou público seu balanço financeiro por estar se preparando para lançar suas ações no mercado. Inicialmente, a empresa vai lançar títulos de dívida, fazendo um road show (reuniões com executivos de uma empresa e investidores atuais ou potenciais) em cidades como Londres, Nova York, Boston, Hong Kong e Tóquio.

O objetivo principal da petrolífera ao levantar capital é comprar uma fatia da petroquímica saudita SABIC, também controlada pelo governo. A operação é uma forma de reintroduzir mais recursos na máquina estatal e fortalecer a situação fiscal do país.

As ambições do príncipe saudita Mohammed bin Salman são ainda maiores: seu objetivo é que a companhia seja avaliada em US$ 2 trilhões. Se conseguir, o governo vai embolsar US$ 100 bilhões com a venda no mercado de capitais de uma fatia de apenas 5% da Aramco. Essa lucratividade superaria o recorde de US$ 25 bilhões da gigante chinesa Alibaba, em 2014.

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