Falta de investimento em refinarias encarece gasolina

Apesar de ser um dos maiores produtores de petróleo do mundo — diferentemente de derivados —, a gasolina ainda pesa, e muito, no bolso do consumidor final. O alto custo se deve, principalmente, a alta carga tributária do País, e a carência de refinarias no território brasileiro, que coloca o Brasil como refém do mercado internacional para importação de combustível.

O monopólio da Petrobras no setor também é um fator influenciável nessa conjuntura que problematiza o valor da gasolina no Brasil. Desde a política de preços adotada pela companhia, que reajusta os valores sem aviso prévio, os consumidores são suscestíveis a serem pegos de surpresa e não têm outra alternativa a não se pagar alto pelo combustível.

Ao contrário do que muitos pensam, o Brasil refina petróleo. Embora o nosso parque de refino ainda não tenha capacidade para atender a demanda pelos derivados — vide política adotada, e, sem esquecer que 2/3 do óleo brasileiro é considerado médio e pesado, o que dificulta o refino. Infelizmente, as refinarias no País não são suficientes por falta de planejamento a curto, médio e longo prazos. Sendo assim, os investimentos em produção nas refinarias foram reduzidos a 50%, mirando na terceirização.

Se por um lado o Brasil pouco investe em refinarias, por outro, incentiva a venda e produção de automóveis. Isso faz com se eleve a demanda por combustível, que como consequência gera maior necessidade de importação. Com uma política tributária nacional absolutamente questionável, composta com os valores custosos da política cambial de mercado com base no dólar, sobra para a população pagar caro o abastecimento de seus veículos no País.

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