IBP discute diversificação e transição energética global

Com foco nas perspectivas para a matriz energética brasileira e mundial, o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), em parceria com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), promoveu a terceira edição do Ciclo de Debates para a Transição Enérgica. O evento contou com especialistas do setor que debateram os impactos da transição energética sobre as matrizes dos principais países do globo.

Edmar Almeida, professor adjunto do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), falou sobre a necessidade de diminuir o consumo de energia fóssil. Para ele, o Estado e as empresas do setor têm um papel importante na transição energética. “Para alcançar os objetivos do desenvolvimento sustentável, é necessário reverter a história da relação entre crescimento econômico, demanda de energia e emissão de CO2 ”, afirmou.

Giovani Machado, diretor de estudos econômico-energéticos e ambientais da EPE, destacou as vantagens do Brasil no que se refere à capacidade de desenvolvimento rápido de novas tecnologias de produção, além de contar com uma matriz energética renovável. “As novas fontes renováveis, como energia eólica e solar, têm um papel fundamental na busca de segurança energética, porém elas são fontes não despacháveis. E como se firma energia das novas fontes renováveis e não despacháveis? As duas grandes apostas dos Estados Unidos e da China, por exemplo, são o gás natural e as baterias, respectivamente”, comentou.

Ao debaterem sobre o cenário energético no Brasil, as fontes eólica e solar foram apontadas como protagonistas. Já o gerente geral de comercialização de gás natural e GNL da Petrobras, Alvaro Tupiassu, reforçou a importância do gás natural no país, que passa a ser o foco da indústria de energia brasileira.

Para Marcio Trannin, vice-presidente do conselho de administração da ABSOLAR, o Brasil tem a capacidade de unir tecnologias, projetos híbridos e está engajado em manter uma matriz energética equilibrada.

No final, os especialistas discorreram sobre diversificação e a necessidade das matrizes energéticas unirem diferentes fontes renováveis, sem protagonizar apenas um único recurso energético.

A próxima edição do Ciclo de Debates para a Transição Energética está previsto para novembro e abordará o futuro da energia.

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