Mercado do petróleo investe na economia verde

O mercado do petróleo internacional vem tentando se adaptar à economia verde, que demanda práticas mais sustentáveis de geração de energia. Ao redor do globo, as estratégias adotadas pelas empresas petrolíferas para essa adaptação são variadas. Vão desde tecnologias para diminuir os efeitos colaterais do petróleo e derivados até investimento em fontes renováveis. Apesar desses esforços, menos de 5% do orçamento das petrolíferas globais é destinado à geração de energia por fontes renováveis, segundo dados do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo e Gás Natural (Ineep).

O Brasil ocupa o segundo lugar mundial em matriz energética limpa (atrás apenas da Noruega), e investe principalmente em hidrelétricas. Explora também energia solar e eólica, mas 55% do consumo interno ainda vem de fontes não renováveis. A Petrobras, por exemplo, tem preferido focar em projetos de redução de emissão de carbono ao invés de fontes renováveis. Em Campos de Goytacazes (RJ) fica a única usina solar da empresa.

Segundo Clarissa Lins, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), o Brasil atrai projetos de compensação de emissões, com o foco na implementação de contrapartidas limpas para cada tonelada de gases de efeito estufa emitida.

Quanto ao investimento em fontes renováveis, empresas como a britânica BP têm focado nessa estratégia. A multinacional adquiriu 43% do capital da Lightsource, líder em indústria solar na Europa em 2017. No Brasil, possui 2 gigawatts (GW) de painéis solares e é sócia da BP Bunge Bioenergia, vice-líder do setor sucroenergético em território nacional.

Outra empresa que investe nessa estratégia é a Equinor, da Noruega. Em 2018, comprou cerca de 10% do capital acionário da Scatec Solar ASA, através da qual desenvolve o complexo de energia solar Apodi, no Ceará.

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