MME anuncia refinaria e preocupação na solução da cessão onerosa

Nos últimos anos, um dos nomes mais fortes e respeitados dentro do mercado offshore, petróleo, gás e energias é o do secretário de Minas e Energia, Márcio Félix. Com seu modo simples e eficiente, tem se apresentado nos eventos e seminários do segmento, sempre apontando o feito, sem postergar nulidades para um futuro, e trazendo boas novas à economia e aos players do segmento.

Nesta semana, esteve presente na posse do novo diretor da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), Dirceu Amorelli, que é funcionário de carreira da agência desde 2005, e assume a diretoria de assuntos ligados à segurança operacional e royalties. Na oportunidade, Márcio Félix anunciou que uma empresa chinesa (das que atuam no mercado brasileiro) está prestes a construir uma refinaria de petróleo na Região Metropolitana do Maranhão.

“É um projeto privado que vai pegar o óleo que é exportado para a China, ao invés de exportar para a China, vai exportar o óleo do Irã e o óleo que ela produz aqui vai processar aqui e abastecer o mercado interno”, disse Márcio Félix.

Segundo o secretário, a área negociada com o governo maranhense para abrigar a refinaria, é a mesma onde a Petrobras chegou a fazer terraplanagem para dar início à construção da Refinaria Premium I, cujo projeto foi cancelado e o terreno devolvido ao governo do estado.

PREOCUPAÇÃO – Márcio Félix evitou disse que ainda está em fase de “conversas”, mas que ele tem “o sonho de que isso seja fechado ainda na gestão do ministro Fernando Coelho Filho, que deverá deixar a pasta em abril”, já que o projeto demandaria recursos na ordem entre US$ 7 bilhões e US$ 10 bilhões e “poderá vir a ter financiamento do BNDES, mas será minoritário”, confirmou.

O secretário do MME disse que o governo vai apresentar, “nos próximos dias” a comissão que irá, juntamente com a da Petrobras, tentar encerrar discussões sobre a cessão onerosa, e sua expectativa é que a solução seja data ainda este ano. “Se não revolver até o final deste ano, ficará para 2020”, explica Félix destacando que 2018 é ano eleitoral e, o primeiro ano do próximo governo, impediriam a solução desta questão.

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