Moçambique já tem área de pesquisa de petróleo

A negociação com as empresas vencedoras do 5.º concurso internacional para a concessão de áreas de pesquisa de petróleo e gás, em Moçambique, poderá estar concluída dentro de três a quatro meses.

A informação foi avançada quinta-feira ao Notícias no decurso do no Mozambique Gas Summit, um evento aberto pela Ministra dos Recursos Minerais e Energia, Letícia Klemens, e que junta empresas operadoras do petróleo e gás, fornecedores de equipamentos, indústria seguradora, banca, entre outras entidades com interesse nesta área.

O 5.º Concurso de Pesquisa de Petróleo em Moçambique foi lançado em 2014, tendo o seu encerramento acontecido em finais do ano passado, com o apuramento do consórcio liderado pela Eni Mozambico S.p.A., para a região de Angoche, área A5-A. Na mesma zona, mas já na área A5-B, o vencedor foi a ExxonMobil E&P Mozambique Offshore Ltd.

Este gigante petrolífero também vai liderar as pesquisas na região do Zambeze, áreas A5-C e A5-D, enquanto a Sasol Petroleum Mozambique Exploration estará à frente das pesquisas na zona de Pande-Temane, áreas PT5-C, e a Delonex Energy Ltd deverá trabalhar na região de Palmeira, Área P5-A.

Numa primeira fase, o Instituto Nacional do Petróleo (INP) estimou que os investimentos previstos nestas áreas poderão ascender a cerca de 700 milhões de dólares norte-americanos em quatro anos.

O representante do INP, Augusto Macuvele, disse aos presentes que, neste momento, o Governo está a finalizar a concertação com as companhias, ao mesmo tempo que contratou já empresas especializadas para a realização de estudos sísmicos e outros levantamentos especializados nas áreas abrangidas.

Por seu turno, a Ministra dos Recursos Minerais e Energia, Letícia Klemens, recordou que os choques decorrentes da nova matriz energética global não só impõem desafios aos países produtores como também aos emergentes como Moçambique, que nos últimos anos atraiu pouco mais de nove mil milhões de dólares norte-americanos na fase de pesquisa e que se traduziram em maiores descobertas mundiais dos últimos 15 anos.

Já a Alta-Comissária da Grã-Bretanha em Maputo, Joanna Kuenssberg, falou da importância que os projectos de gás natural poderão ter para o futuro, tendo considerado que a exploração destes recursos nos moldes previstos pode permitir que Moçambique se torne muito rapidamente num país de rendimento médio, sublinhando a necessidade do restabelecimento da paz.

Alexandre Zandamela, Maputo
Abola pt.



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