Modelo de concessão seria melhor que partilha?

Recentemente, a Petrobras realizou dois grandes leilões para a exploração de petróleo no pré-sal: a cessão onerosa e a 6ª Rodada de Licitações de Partilha de Produção, ambos ocorridos no Rio de Janeiro. No que diz respeito à cessão, contudo, apenas dois dos quatro blocos foram arrematados pela própria estatal e outras empresas não deram suas ofertas – como era o esperado.

Apesar da previsão de arrecadação de R$ 106,5 bilhões, os R$ 69,96 bilhões conquistados representam o maior valor levantado no mundo em um leilão do setor de petróleo. Ainda assim, para o presidente do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires, os leilões provaram novamente que o modelo de partilha não é o ideal para a economia brasileira e o pré-sal, e sim o modelo de concessão – adotado, de acordo com ele, dentro de uma lógica política ao invés de econômica.

Pires destacou que a concessão é mais simples e permite melhor fiscalização, além de ser o modelo preferido dos países mais desenvolvidos. Ainda assim, ele acredita que é preciso um estudo aprofundado de como seria feita essa mudança, já que o método de concessão provavelmente viria acompanhado de um embate político entre os Estados por conta da distribuição dos recursos.

ACESSE AS REDES DA PANORAMA OFFSHORE:

Deixe uma resposta