Modelo de créditos de carbono tem sido questionado

O conceito dos créditos de carbono surgiu no Protocolo de Kyoto e veio como proposta para combater as mudanças climáticas. Na prática, um crédito de carbono equivale a uma tonelada de carbono que deixou de ser emitido para a atmosfera, fator que contribui para a diminuição dos gases do efeito estufa (GEE). Assim, uma entidade que alcançou sua meta de redução pode comercializar seus créditos a outra que não conseguiu, e esta, por sua vez, se vê incentivada a reduzir suas emissões para evitar o custo de compra.

Contudo, o modelo tem enfrentado alguns questionamentos sobre sua eficácia. Críticos ao projeto defendem que a proposta favorece somente o lucro das empresas que vendem seus créditos a outras organizações. Além disso, segundo análise da ProPublica, uma instituição americana de jornalismo investigativo independente, os créditos de carbono não surtiram o efeito esperado pois trouxeram ganhos que foram rapidamente revertidos, ou ainda, que não podiam ser comprovados e medidos.

“Em última análise, os poluidores receberam um passe livre para continuar emitindo CO2 sem culpa, mas a preservação da floresta não chegou a acontecer, ou não durou”, relatou Lisa Song, jornalista especializada em cobertura de meio ambiente, energia e mudanças climáticas.

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