Acordo pode ser ameaçado por economia iraquiana

O Iraque, o terceiro maior exportador de petróleo do mundo, está com sua economia afundando em consequência da pandemia de coronavírus, que prejudicou a demanda global por energia e causou o colapso dos preços. Segundo a Boomberg, o país enfrenta uma grave crise, onde não é possível pagar nem professores e funcionários públicos em dia. 

Enquanto isso, a OPEP tenta impulsionar um mercado frágil segurando a oferta e precisa de grandes produtores como o Iraque para manter a linha. Para o Iraque, restringir o fornecimento acarreta um enorme custo econômico e político. Mas romper o acordo também é arriscado, visto que pode significar preços mais baixos para todos.

Sendo assim, caso o Iraque, produtor importante da commodity, desrespeitar o pacto, seria difícil impedir parceiros menores de fazer o mesmo. Ou seja, o acordo fechado em abril pelo país e outros membros do Opep+, que reúne a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e nações como a Rússia, pode estar ameaçado. 

“Será cada vez mais difícil para a Opep+ manter a disciplina à medida que os países, especialmente o Iraque, ficam mais desesperados”, disse Tarek Fadlallah, diretor-presidente da unidade do Oriente Médio da Nomura Asset Management. A capital do país, Bagdá, já teve que reduzir a produção diária em cerca de 1 milhão de barris – no valor de cerca de US$ 40 milhões – para 3,6 milhões.

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