Operação Lava Jato e recuos do preço petróleo favoreceram a desestabilização do mercado nacional

Como tem sido possível notar, nos últimos três anos o setor de petróleo tem passado por momentos bastantes críticos. A mistura de crise política, anúncios de casos de corrupção denunciados após investigações da operação Lava Jato e a queda no barril do petróleo, que afetou as petrolíferas mundiais, atingiram significativamente o setor, paralisando atividades e, sobretudo, reduzindo quadro de trabalhadores na área.

Dados do setor industrial de construção, reparação naval e offshore mostraram que em dois anos o número de funcionários trabalhando nos estaleiros brasileiros caiu pela metade. Segundo informações, foram quase 50 mil trabalhadores que perderam seus postos de trabalho de 2014 até este ano. E esse número só deve aumentar, sobretudo, se for realmente implementada as novas regras de conteúdo local, o que reduzirá o comprometimento das petrolíferas em contratar mão de obra brasileira nos próximos leilões.

A crise do petróleo mundial também foi um agravante para o declínio do setor. Em 2012, o barril havia se mantido, com poucas oscilações, entre US$ 80 e US$ 100, para, em 2014, apresentar enorme queda que fez seu valor variar entre US$ 25 e US$ 32. Voltando a subir apenas este ano de 2017, para mais de US$ 50.  Contudo, especialistas apontam a Operação Lava Jato como a grande responsável pelo cenário conturbado do setor e de grandes demissões.

Com as construtoras Odebrecht, Camargo Correa, OAS e UTC, dentre outras, que são sócias de muitos estaleiros nacionais, denunciadas na operação da Polícia Federal e os parques de construção na naval, que dependiam quase que exclusivamente das encomendas da Petrobras, o setor precisou reduzir seus investimentos e vender ativos, para conseguir ao menos se manter.

Mas, ao parece não foi só os trabalhadores que saíram perdendo com essa crise, os impactos diretos e indiretos da Operação Lava Jato retiram bilhões da economia nacional, que segundo estudo de consultoria do site G1, pode ter ocasionado somente em 2015, uma retração de 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto).

Como podemos ver a indústria naval e offshore está passando por um dos momentos mais difíceis da história, contudo, nos resta esperar que o governo brasileiro tome medidas que busquem a proteção do setor de petróleo nacional. Continue acompanhando a Panorama Offshore. Aqui, você obtém muitas informações sobre tudo o que acontece no mercado de petróleo, gás, energias, pré-sal, combustíveis, gasolina, Petrobras, onshore e offshore. Lembre-se: seu negócio passa por aqui. Confira: www.panoramaoffshore.com.br   www.facebook.com/panoramaoffshore.



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