Pandemia impulsiona preocupação com energia limpa

O interesse das empresas por energia limpa em suas operações deve guiar investimentos em geração no Brasil nos próximos anos. Essa busca segue tendência do mercado de investir em sustentabilidade no pós-coronavírus, como indicado pela União Europeia na aprovação de plano de recuperação da crise com incentivos à economia verde. Preços no mercado de energia do Brasil têm ajudado nas negociações, como a redução no custo de usinas eólicas e solares.

No Brasil, apesar da crise causada pela pandemia e do fechamento de diversas empresas, o interesse de investidores em contratos corporativos de energia parece se manter estável. Gigantes da indústria global de eletriciade têm se voltado ao país para energia renovável. É o caso da francesa Engie e da norte-americana AES.

Por conta da incerteza nos leilões de energia promovidos pelo Ministério de Minas e Energia no país, empresas têm tomado o rumo de contratos fechados diretamente junto a consumidores. Grandes empresas como a Anglo American e Vale estão fechando compras de longo prazo de energia renovável. A Atlas Renewable Energy fechou acordos recentes de 15 anos para fornecimento de energia à Anglo American e à Dow com usinas que serão implantadas em Minas Gerais e na Bahia.

A maioria dos contratos é para fornecimento a partir de 2022 ou 2023, quando as empresas esperam ter passado o pior da crise do coronavírus.

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