Panorama do petróleo no país pode enfraquecer

Representantes da indústria P&G têm demonstrado preocupação com alguns fatores que, possivelmente, estariam fomentando o desinteresse externo no setor. Os resultados abaixo do esperado dos dois últimos grandes leilões de petróleo no Brasil, bem como o debate sobre a eficiência do sistema de partilha frente ao de concessão, seriam alguns responsáveis por esse receio.

Após as licitações, o governo já estaria discutindo mudanças na legislação para que o sistema de concessão, mais simples e disseminado mundo afora, fosse adotado. Além disso, tramitam no Legislativo quatro novas propostas que, se aprovadas, colocarão o país ainda mais distante no radar da indústria. A desconfiança com as regras de conteúdo local e pagamento de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre produtos primários seriam outros fatores para o desinteresse estrangeiro.

Na visão de especialistas, essa coleção de projetos pode atrasar investimentos e fazer o país desperdiçar a riqueza que possui em seu subsolo. Sabe-se que a estimativa para o pico da demanda de petróleo chegará em torno de 20 anos, irá se estabilizar e, por fim, entrar em queda. Isso porque o desenvolvimento de novas tecnologias de redução de carbono implicará na diminuição da demanda de óleo nos próximos anos.

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