Petrobras confirma riscos nos cascos dos FPSOs

A Petrobras reconhece que há incertezas sobre a continuidade da construção dos cascos dos FPSOs replicantes P-71, P-72 e P-73. A petroleira explicou que, mesmo que a construção das plataformas seja interrompida, não haverá impactos na curva de produção da empresa, mas que está trabalhando para mitigar os riscos de atrasos na entrega das unidades.

As três unidades foram encomendadas ao estaleiro Ecovix. De acordo com as demonstrações contábeis consolidadas da companhia ao fim de setembro, a empresa reconheceu perdas por impairment nestes ativos de US$ 593 milhões.

“No contexto das negociações para liberação dos cascos de algumas plataformas com a Ecovix, apesar da evolução física relevante e do cenário atual de continuidade da construção, de integração e de instalação dos topsides, existem riscos relacionados aos prazos para a obtenção desses cascos”, afirmou a petroleira.

O estaleiro também é responsável pelos FPSOs P-66, P-67, P-68, P-69 e P-70. No momento, a Petrobras está em negociações para assunção de dívidas da Ecovix com estaleiros chineses referentes aos cascos da P-69 e da P-70, o que gerou uma provisão de US$ 184 no terceiro trimestre.

No final de 2015, para evitar que as obras fossem interrompidas devido às dificuldades financeiras enfrentadas pelos fornecedores, a Petrobras abriu uma conta vinculada para esses contratos de construção. De acordo com a petroleira, a estratégia viabilizou a entrega do casco da P-67 e a retomada das obras da P-69, ambas na China no momento. Além disso, a companhia afirmou que o acordo também possibilitou o avanço nas obras do casco da P-68, P-74 e P-76.

A estratégia de contas vinculadas também foi aplicada nos contratos com o estaleiro Enseada, responsável pela P-74, P-75, P-76 e P-77. Para assegurar a conclusão das obras dos cascos da P-75 e P-77, a Petrobras aprovou a sub-rogação do contrato existente entre Enseada e o estaleiro chinês Cosco (Dalian) Shipyard à sua subsidiária Petrobras Netherlands.

O acordo gerou reconhecimento de uma obrigação de pagamento referente a dívidas já existentes no escopo do contrato, o que causou uma provisão de US$ 103 milhões no terceiro trimestre.

“Com a sistemática da conta vinculada e os pagamentos acima, a companhia eliminou qualquer risco de acesso aos cascos das plataformas P-74 a P-77”, afirmou a Petrobras.

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