Petrobras descarta investimentos da sua base no Porto de Santos

Estatal também não prevê ampliação da companhia da empresa na cidade, de onde as plataformas do pré-sal são controladas remotamente. Voos no litoral paulista foram todos cancelados.

A instalação de uma base offshore no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, para atender às unidades do pré-sal ficou fora plano de negócios e investimentos da Petróleo Brasileira SA –  Petrobras, que prevê operação de 13 novas plataformas na Bacia de Santos até 2022.

A Unidade de Operações de Exploração e Produção da Bacia de Santos (UO-BS) completou 12 anos em 2018, produzindo diariamente 1,4 milhão de barris de petróleo, que advém do resultado de 15 plataformas em funcionamento, quatro ainda no pós-sal, chegando a 40% do total de produção da companhia no Brasil.

Os executivos da Petrobras anunciaram, em abril, a desativação em definitivo de todas as operações aéreas de transporte de funcionários às plataformas de petróleo, a partir dos aeroportos no litoral de São Paulo. Depois de mais de uma década, 600 voos anuais de helicópteros foram transferidos de Itanhaém do litoral paulista para Jacarepaguá, na cidade do Rio de Janeiro.

O segmento empresarial de São Paulo tem interesse na retomada do projeto com o objetivo de fortalecer o setor na região. No mês de março, a Câmara Setorial de Petróleo e Gás da Associação Comercial de Santos (ACS) apresentou estudo técnico que identifica áreas no entorno do cais santista para exploração.

Pedro Parente, presidente da Petrobras, não descartou a chance de instalar uma base offshore na região paulista, o que depende do apoio da iniciativa privada para fazê-lo. Parente destacou que o aumento da demanda da produção com as novas plataformas da bacia de Santos pode colaborar na retomada dos planos.

Osvaldo Kawakami, gerente geral da UO-BS, disse que até 2019 serão entregues oito novas unidades na Bacia de Santos: a P-67 e a P-69 no Campo de Lula, a P-68 no Campo de Berbigão, a P-75, P-76 e P-77 no Campo de Búzios, além da P-70 no Campo de Atapu. As plataformas estão em fase final de construção e devem iniciar operação até 2022 com as outras cinco unidades nos campos de Búzios, Sépia, Itapu, e mais duas no campo de Mero (Libra), com previsão de 2 milhões de barris diários.

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