Petrobras deve lucrar R$ 10,8 bilhões este ano

Seguindo linearmente o balanço financeiro do segundo trimestre, a Petrobras deve divulgar um lucro de R$ 10,8 bilhões entre julho a setembro deste ano. Esses números equivalem a um montante 40 vezes maior que o mesmo período de 2017. A previsão foi divulgada com base em média de projeções de cinco instituições consultadas pelo jornal Valor Econômico.

Nem todas as projeções (Itaú BBA e UBS) consideram, no entanto, os efeitos não recorrentes do acordo assinado pela Petrobras para o encerramento das investigações do Departamento de Justiça Norte-Americano e da Securities & Exchange Commision (SEC) sobre os impactos originários da Operação Lava Jato no mercado internacional.

Entretanto, nem mesmo o acordo bilionário impedirá a empresa de divulgar seu terceiro lucro trimestral consecutivo. Logo, a expectativa é de que a petroleira volte a pagar dividendos trimestrais. Só neste ano, a Petrobras distribuiu R$ 1,3 bilhão em juros sobre o capital próprio, relacionados aos três primeiros meses do ano.

A UBS avalia que as receitas da estatal obtiveram impactos positivos devido à alta cotação do barril de óleo no mercado e pelo câmbio mais favorável, além do terceiro trimestre de todos os anos ser tradicionalmente mais forte no setor de petróleo e gás. Esses fatores influenciarão fortemente na compensação da queda da produção da Petrobras, que declinaram diante da venda de 25% do Campo de Roncador, na Bacia de Campos, para a petrolífera Equinor, e das paralisações das plataformas Cidade de Angra dos Reis, Cidade de Maricá, P-25 e P-31.

O Itaú BBA, por sua vez, estima que a companhia tenha ampliado suas importações e que as refinarias tenham operado em uma taxa média de 80% no terceiro trimestre. Esse número seria ainda maior, se não houvesse ocorrido o incêndio da Replan em agosto, maior refinaria do País. O incidente deve gerar custos adicionais à Petrobras, que foi induzida a importar mais combustível.

O Santander destaca que o período também registra a estreia da adoção do hedge para os preços de gasolina, mecanismo que mantém o congelamento de preços por até 15 dias sem ocorrer as eventuais perdas. De acordo com o banco, apesar da queda da frequência de reajustes, o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Petrobras deve ser 62% maior igual período de 2017.

Acesse o portal da Panorama Offshore e saiba quais são as principais notícias do setor de óleo, gás, energia, onshore e offshore. Lembre-se: seu negócio passa por aqui! Confira em: www.panoramaoffshore.com.br e www.facebook.com.br/panoramaoffshore



Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *