Petrobras enfrenta ladrões de combustíveis

A Petrobras tem enfrentado mais um problema no Brasil: milhões de dólares em combustíveis estão sendo furtados para serem vendidos no mercado negro. De acordo com um arquivo de valores mobiliários de agosto, e declarações feitas à Reuters por representantes da Petróleo Brasileiro SA, o roubo de oleodutos da estatal subiu para 261 incidentes nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

Os crimes custam caro à empresa: mais de 150 milhões de reais por ano, afirmou o presidente-executivo da Petrobras, Roberto Castello Branco, em um evento em junho. Segundo a polícia, a maior parte dos assaltos é praticado por grupos de criminosos que chegam até a possuir caminhões, empresas e postos de gasolina no varejo.

“Os ladrões cercam o produto através de empresas, como empresas de asfalto, cujas operações exigem grandes quantidades de derivados de petróleo. Eles também vendem para proprietários inescrupulosos de postos de gasolina, prejudicando os concorrentes legais no preço”, relatou Simone Sibilio, promotora-chefe da unidade de criminalidade organizada do estado do Rio de Janeiro.

Compartilhamento de estratégias

Para se preparar e reforçar a segurança, a Petrobras tem contado com ajuda de investidores estrangeiros, como a França Engie AS. A empresa disse ao site da Reuters que está trabalhando com a Transpetro através de TAG (um sistema de tubulação que consiste em três linhas, cinco estações de compressor, equipamento auxiliar, além de dois pontos de entrada e um ponto de saída), para aumentar as patrulhas a pé e reforçar as barreiras físicas, além de outras medidas.

Combate

Em combate aos furtos, a Transpetro está gastando R$ 100 milhões para financiar um programa que inclui cerca de 50 funcionários, cujo o objetivo é fazer rastreamento dos métodos dos ladrões de petróleo e passar essas informações a polícia, segundo uma fonte anônima de alto escalão da empresa. Além disso, também foi criado um canal direto para o público denunciar o roubo.

O presidente da Petrobras, Castello Branco, pediu sentenças mais duras. A empresa, inclusive, está perto de assinar acordos formais com a Pemex do México e a Ecopetrol da Colômbia para facilitar o compartilhamento de estratégias, contou a fonte da Transpetro.

E mesmo que o número de furtos continue alto, o projeto parece estar dando certo, visto que, até o final de julho, os roubos de combustível no Brasil caíram 33% em comparação com o mesmo período de 2018.

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