Petróleo fecha em baixa com pressão de Arábia Saudita e Rússia

O petróleo fechou em baixa forte nesta quinta-feira, 21, à medida que as manifestações de bastidores e em público de representantes dos membros da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) e de aliados do cartel evidenciam que o Irã é um opositor solitário e o único impedimento para se chegar a um consenso pela flexibilização dos cortes de produção sob o acordo conhecido como Opep+, com consequente aumento da oferta da commodity.

Os líderes informais dos países da Opep e daqueles que assinam o pacto de forma independente, Arábia Saudita e Rússia, seguem declaradamente em campanha para construir a unanimidade necessária para aprovar a redução dos cortes de produção estipulados no acordo. Hoje, os 24 signatários do Opep+ mantêm cortes de uma média mensal de 1,8 milhão de barris por dia em relação aos níveis de outubro de 2016.
Não por acaso, a menos de 10 minutos do horário de ajuste do petróleo do tipo WTI, circulou uma declaração do ministro de Petróleo iraniano, Bijan Zangeneh, de que é “improvável” que se forme esse consenso para mudar o pacto. “Não estamos perto de um acordo”, insistiu.

Para embasar seu apoio ao incremento das entregas de petróleo, o ministro de Energia da saudita, Khalid al-Falih, comentou que o crescimento da produção de óleo de xisto nos Estados Unidos, particularmente na Bacia de Permian, está enfrentando desafios e deve diminuir significativamente nos próximos dois anos. Na sua visão, um aumento da produção em 1 milhão de barris por dia é uma “boa meta” para o Opep+.
Na sexta-feira, 22, ocorre em Viena, na Áustria, a reunião oficial só com membros da Opep, aos quais se juntam no sábado representantes dos 10 produtores que não integram o cartel, mas subscrevem o acordo de cortes de produção.

Em relatório a clientes, o Commerzbank aponta que, devido à drástica queda de produção na Venezuela, mesmo se todos os demais signatários do Opep+ cumprissem estritamente suas atuais metas de produção sob o acordo, a oferta desses produtores ainda ficaria 600 mil barris por dia abaixo do estipulado. “Esse volume teria de ser produzido adicionalmente pelos outros países, o que está em linha com um compromisso sugerido pela Arábia Saudita e também apoiado pelo Equador.”

Os analistas do banco alemão ponderam, contudo, que não está claro “como” essa oferta adicional seria dividida entre as nações individualmente. “O que complica as coisas é a situação atual na Líbia, onde a produção de petróleo decresceu em 450 mil barris por dia nos últimos dias na sequência de combates e o subsequente fechamento de dois terminais vitais para a exportação”, escrevem.
“Como mais da metade dos tanques de reserva nos dois portos foram aparentemente danificados, não se pode esperar qualquer normalização rápida”, conclui o Commerzbank.
O quebra-cabeça do Opep+ parece se ficar mais complexo a cada dia que passa, e, por enquanto, não há sinal de que uma solução rápida. (Com informações da Dow Jones Newswires)

Fonte: Isto É Dinheiro.

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