Petróleo: russos e sauditas chegam a acordo e México desaprova

Na última quinta-feira (9), a Arábia Saudita e a Rússia concordaram em realizar cortes em sua produção de petróleo – medida visa diminuir os impactos decorrentes da crise do coronavírus. Contudo, algumas horas depois, o México saiu abruptamente das negociações. Tal ação preocupa o mercado petrolífero, pois coloca em risco o pacto final.

Inicialmente, a Opep+ afirmou que reduziria a produção de petróleo em cerca de 10% dos suprimentos globais, e disseram querer que outros produtores cortem um adicional de 5%. Contudo, os esforços para concluir o acordo foram impedidos quando o México se recusou a concordar com todos os termos.

Especulações defendem que a justificativa do presidente do México, Andrés Obrador, seria a possível declaração de Donald Trump sobre os Estados Unidos poder fazer cortes em nome do México. Contudo, não foi comprovado que o presidente norte-americano tenha sinalizado publicamente que os EUA faria cortes, ao invés disso ameaçando a Arábia Saudita com tarifas e outras medidas se o reino não resolver a crise do mercado de petróleo.

Caso o México assine, o pacto da Opep+ causará a remoção de 10 milhões de barris diários na produção de petróleo, e outros 5 milhões sairiam de circulação se os EUA e outros assinarem.

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