Programa de reestruturação da Petrobras é apresentado

O diretor executivo de Assuntos Corporativos da Petrobras, Hugo Repsold Junior, esteve na reunião do Conselho Empresarial de Petróleo e Gás do Sistema FIRJAN para conversar com empresários sobre o processo de reestruturação da estatal. O debate apresentou as principais modificações no processo de aquisição de bens e serviços da empresa e o impacto que estas mudanças podem trazer para a competividade do setor produtivo no estado do Rio.

O presidente do Conselho, Armando Guedes Coelho, comentou as possibilidades futuras para o mercado de óleo e gás no Brasil: “O contexto que está se abrindo traz perspectivas extremamente positivas em relação à aplicação de outras empresas que não a Petrobras. Para aproveitar essa oportunidade, acredito que as interessadas criarão programas robustos de investimentos, impactando o mercado em volume e produtividade”.

Repsold Junior explicou que, diante de um cenário de crise, a Petrobras tinha como demandas principais a adoção de novas práticas de governança e conformidade em processos decisivos e o desenvolvimento de um novo modelo gestão.

“Nessa revisão, a companhia foi mais a fundo na análise das condições financeiras e buscou reforçar os quatro pilares que norteiam todas as decisões que vem sendo tomadas com o objetivo de colocá-la em um patamar robusto e retomar o crescimento”, disse.

Os pilares, como detalhou Repsold Junior, consideraram principalmente as questões de caixa, maior problema enfrentado hoje pela estatal. “O primeiro pilar buscou aumentar a receita da Petrobras. Corrigimos os preços e trouxemos de volta para os patamares de mercado. O segundo foi a instalação de um programa de gestão de custos, por meio de revisão de orçamentos. O terceiro focou concentração dos investimentos em projetos de melhor rentabilidade e também nos desinvestimentos, sem deixar de lado o fomento às linhas de pesquisa e tecnologia”, explicou o diretor.

O gerente executivo de Suprimento de Bens e Serviços da Petrobras, Eberaldo de Almeida, reforçou que a integração entre os elos da cadeia fornecedora é essencial para estimular a competitividade do mercado de petróleo e gás. “Temos que agregar empresas que atuam em diferentes frentes para que forneçam uma solução integrada de modo eficiente, seguindo modelo já implementado no mundo”.

Eberaldo de Almeida também justificou: “Em momentos de crise, devemos fortalecer o diálogo e buscar novas parcerias e investimentos. Hoje, a prioridade da Petrobras é a competitividade e estamos trabalhando muito para cumprir o plano de negócios que estabelecemos”, ponderando: “Acredito que começamos uma virada, mas é preciso muita tranquilidade para estabelecer todos esses processos”.



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