Recuperação de xisto americano e aumento dos estoques podem estar ocasionando queda no preço do petróleo

A recuperação na produção de xisto nos Estados Unidos pode estar afetando os esforços dos produtores de petróleo e membros da Opep na luta para reequilibrar a oferta e demanda de petróleo mundial, conforme a Panorama Offshore vem noticiando nos últimos dias. Um exemplo de tal fato, são as recentes e sucessivas quedas no preço do petróleo na última semana.

Na sexta-feira, 10 de março, por exemplo, os contratos futuros do petróleo tiveram a maior baixa desde o fim de novembro, registrando uma queda de em média 9%. O óleo bruto, no West Texas Intermediate, nos EUA, com vencimento para abril caiu para US$ 48,31 o barril, uma baixa de US$ 0,88, ou 1,8%.

O mesmo ocorreu com os contratos do Brent com vencimento para maio, na Bolsa de Futuros ICE (ICE Futures Exchange), em Londres. O óleo teve perda de US$ 0,82, ou cerca de 1,6%, sendo negociado por US$ 51,37 o barril. O preço global também foi influenciado, descendo para US$ 51,14, valor mais baixo desde 30 de novembro.

Enquanto isso, os estoques de petróleo bruto tiveram aumento de 8,2 milhão de barris na semana passada e atingiram outra alta recorde de 528,4 milhões, o que aumenta ainda mais os receios de um excesso global. Segundo a Agência de Informação de Energia norte-americana, foi a nona consecutiva de aumento dos estoques.

Toda essa incerteza referente a produção de xisto e elevação no estoque tem deixado o mercado de petróleo dividido. Por um lado, cresce a esperança de que os excedentes possam ser controlados pelos cortes da Opep, por outro, estão os anúncios, sobretudo dos empresários, sobre a recuperação do xisto. O que tem causado dúvidas quanto ao compromisso de redução na produção.

No próximo dia 26 de março, o Kuwait deve organizar uma reunião com membros da Opep e produtores fora do cartel para avaliar a conformidade do acordo de produção e rever se há necessidade de extensão dos cortes até junho. Para esta semana, são esperados relatórios mensais sobre mercados, oferta e demanda de petróleo, gás natural, bem como os números de plataformas nos EUA. Nos resta agora aguardar os resultados para que possamos obter um panorama sobre a situação futura.

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