Renegociação do Gasbol pode ser afetada pela crise

O chamado “choque de energia barata”, citado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, não deve acontecer nos próximos meses. Isso porque após a saída do ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, a falta de um governo definitivo prejudicou as renegociações dos contratos de importação da Petrobras com a estatal boliviana YPFB, por meio do gasoduto Brasil-Bolívia, chamado de Gasbol.

Ademais, a necessidade de consolidação de um novo governo para o fechamento do contrato é de extrema importância, porque a renegociação da importação de gás boliviano seria o primeiro teste da Petrobras referente ao acordo que fez com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) de reduzir sua participação no mercado de gás, o que permitiria a entrada de outros atores privados no setor e a redução do preço.

Por fim, o acordo de importação assinado em 1999, de cerca de 30 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural vence em 31 de dezembro deste ano. Segundo fontes, a negociação já vinha enfrentando dificuldades nos últimos meses em função das eleições na Bolívia. Com isso, a crise na Bolívia promete atrasar por mais algum tempo os planos do governo brasileiro de aumentar a competição no setor de gás natural.

ACESSE AS REDES DA PANORAMA OFFSHORE:

Deixe uma resposta