Royalties podem chegar a 70% do orçamento

Com o aumento na receita com royalties, em torno de 70%, muitas das cidades que detêm maior volume de arrecadação, com população em torno de 120 mil habitantes, coleciona indicadores preocupantes: a rede de esgoto só cobre apenas 3% das casas, e a água encanada corre em 35% das residências – números de setembro de 2017.

Os desafios vão muito além, porque não há divulgação de plano de atração de indústrias, tampouco de incentivos fiscais e nem foram postos em prática, como também não há indústrias nem hotéis. Em termos de comparação, no ano passado, muitas indústrias do ABC paulista e de outros municípios produtores daquele estado, aceitaram levar parte ou o todo de sua industrialização para o país vizinho, o Paraguai, porque receberam o incentivo de pagar apenas 5% de imposto anual da produção, desde que gerassem pelo menos 200 empregos.

Aqui, as lagoas e a orla, pontos turísticos em qualquer lugar do mundo, não têm possibilidades da atração de turistas por causa do crescimento da poluição e o avanço desordenado de moradias ilegais, que ocorrem propriamente da necessidade de emprego, 13 milhões de desempregados diz o governo, mas as ruas mostram mais, frente a uma previsão do governo Temer via Petrobras de que com a venda dos ativos da estatal, devem gerar 500 mil novos empregos até 2020.

Os moradores dessas localidades nos municípios do estado do Rio de Janeiro: Maricá, Niterói, Macaé, Campos e Rio de Janeiro, pela ordem maiores arrecadadores de royalties, mesmo com pequenas obras na cidade, desde pavimentação a drenagem feitas pela prefeitura, vislumbram o surgimento de novos estabelecimentos comerciais na esperança da abertura de empregos.

BARRAGEM – A prefeitura de Maricá quer fazer uma parceria com outros municípios, e realizou a Conferência da Cidade de Maricá, em agosto do ano passado, para constituir consórcio para a criação de uma barragem no município de Rio Bonito, passando por Tanguá e chegando a Maricá podendo trazer água com oferta para a quantidade de pessoas existente e para a população no futuro que tem a previsão de crescer num prazo de 35 anos, ou seja, hoje 130 mil habitantes, para atender o equivalente na previsão a 600 mil pessoas.

O projeto estava orçado em R$ 210 milhões, para que em 2020 tenha uma rede de água no município e pretende ainda construir mini estações de tratamento de esgoto nas lagoas para torná-las balneáveis.



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