Shell e Eni retomam controle do campo petrolífero na Nigéria

Uma das maiores perspectivas de petróleo da África está de volta nas mãos das petrolíferas Shell e Eni depois que um tribunal nigeriano reverteu uma decisão anterior de aproveitar um bloco de exploração e produção offshore que tem sido alvo de alegações de corrupção.

A decisão do Supremo Tribunal Federal em Abuja seguiu um apelo da Shell e da Eni contra a ordem do mesmo tribunal, feita em janeiro de 2017, para o par perder temporariamente o controle de uma licença de águas profundas chamada OPL 245. Cada petrolífera detém 50% da licença do bloco.

As estimativas de produção dessa licença em águas profundas é de até 9 bilhões de barris de petróleo, o que seria o suficiente para cobrir a atual produção nacional total da Nigéria por mais de uma década. O bloco tem sido objeto de investigações de longa duração na Nigéria e na Itália em afirmações de que grande parte dos US$ 1,3 bilhões pagos pela Shell e Eni para o ativo em 2011 terminou com políticos nigerianos e seus associados.

A comissão de crimes econômicos e financeiros da Nigéria apresentou acusações contra a Shell, Eni e outras pessoas em conexão com o caso no início de março, e um promotor de Milão no mês passado fez um pedido formal para que as empresas fossem julgadas na Itália por corrupção.



Deixe uma resposta