Tecnologia da Informação e a indústria do petróleo

Em uma indústria onde existem ainda alguns projetos de capital sendo iniciados – após o colapso de preço de 2014, somado à pressão a cada novo projeto para entregar o melhor custo benefício e antes do prazo -, a TI continua com um papel chave em companhias de exploração e produção de Petróleo e Gás. Hege Wroldsen, Diretor de Óleo e Gás do Centro de Excelência da IFS, destaca quatro tendências que estão mudando a indústria de Petróleo e Gás.

Hege Wroldsen, Diretor de Óleo e Gás do Centro de Excelência da IFS, fornecedora global de software de gestão empresarial, destaca quatro tendências que estão transformando a indústria de Petróleo e Gás em 2017.

1.Saem os modelos antigos de trabalho, entram os modelos financeiros inteligentes baseados em serviços de entrega

De acordo com a Research and Markets, o gasto global com TI na indústria de Petróleo e Gás será de US$48,5 bilhões até 2020 – tendo como fator-chave o ‘aprimoramento da eficiência dos recursos’. Tecnologias de informação e operação estão começando a convergir, já que as novas possibilidades tecnológicas como IoT têm se tornado mais acessíveis e oferecem novas maneiras de trabalhar de forma mais ‘inteligente’, por menos. Esse aumento na acessibilidade permitirá não somente grandes empresas, mas, também, pequenas empresas possam transformar o sistema de gestão de ativos e aumentar seu tempo de atividade.

A Indústria de Petróleo e Gás tem sido precursora na adoção de ‘sensor technology’ (tecnologias que detectam eventos ou mudanças em um ambiente e enviam a informação para computadores que distribuem aos mecanismos de ação). Ao longo deste ano, veremos estes sensores coletando cada vez mais e em maiores quantidades muitos dados – e importantes companhias usando de forma mais convincente tais dados para impactar as operações de seus negócios. Em 2017, veremos esses usuários precursores obtendo retornos reais, possibilitando à indústria a construção de modelos financeiros mais inteligentes, que oferecem serviços baseados em performance, ao invés de serviços com preço fixo (fechado).
Algumas das empresas de exploração e produção estão percebendo agora que seus sistemas subjacentes de gestão de ativos, se forem ágeis e flexíveis o suficiente, podem ser transformados com a integração e análise de dados, possibilitando entregar serviços ‘mais inteligentes’.

2. Envelhecimento de ativos em uma encruzilhada – manutenção ou sucata?

A imprevisibilidade do mercado significa que a indústria tem reduzido gastos com manutenção de larga escala e na modificação de ativos. Porém, não parou de operar. Quanto mais uma empresa demora na manutenção de ativos, maior o potencial de tornar-se uma ameaça do ponto de vista de segurança, ambiental e operacional.
As organizações de Petróleo e Gás estão tendo dificuldades para superar esses backlogs – backlogs das principais empresas da região do Mar Norte no último ano – não auxiliadas pela redução de pessoal na indústria após 2014. Executar um projeto de manutenção complexa, significa um aumento no uso de contingente de trabalho. De acordo com a Accenture, “o contingente de trabalho – talvez 30-50% de toda a força de trabalho de uma empresa de energia típica – pode estar sendo subgerenciada, subutilizada e subotimizada”.

Então, o uso efetivo da redução de pessoal e contingente de trabalho, significa ter as ferramentas corretas para planejar e executar projetos complexos, gerenciar a força de trabalho e tornar-se mais imperativo em manter dentro das empresas o tempo e eficiência de custos. Porém, os portfolios de software tradicionais apenas adicionam complexidade e custo.

3. Extraindo o máximo dos recursos existentes: novas tecnologias oferecem a mão amiga

Aquelas companhias que podem mudar para novos projetos continuarão a fazer isso com menos pessoas. Porém, sem os recursos apropriados, empresas correm o risco de não serem capazes de finalizar projetos críticos. Estamos vendo o surgimento de uma lacuna de manutenção, particularmente no ambiente offshore. Engenheiros mais velhos estão sendo mantidos por sua experiência ou sendo desligados devido seu alto custo. Também há uma falta de jovens engenheiros para diminuir essa lacuna, mas são os jovens que tradicionalmente se adaptam mais facilmente às novas tecnologias.

A tecnologia está à disposição. Drones oferecem soluções de inspeção para equipamentos de difícil acesso, o que tem direcionado a indústria a conhecer esses cases. A Companhia de Óleo e Gás BP está investigando o uso de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs) desde 2006 – e, recentemente, começou um projeto no Alasca para mapeamento topográfico e procura por danos em tubulações. Os drones também podem ser utilizados para inspecionar remotamente ativos terrestres de difícil acesso ou em plataformas offshore. Os dados coletados por drones podem ser integrados com o gerenciamento de ativos do backbone e com o software de gerenciamento da força de trabalho para realizar agendamentos para ações relevantes de manutenção.

4. Uma indústria mais enxuta agora está pronta para abordar mercados renováveis

A última edição do Medium-Term Renewable Market Report da Agência Internacional de Energia prevê as energias renováveis crescendo 13% a mais entre 2015 e 2021 do que no balanço anterior. No caso de fazendas eólicas marítimas, as organizações de Petróleo e Gás orientadas ao serviço têm uma experiência offshore relevante – adaptar-se à energia eólica requer apenas a aplicação desse novo caminho. As organizações de Petróleo e Gás, com sua TI mais enxuta e uso de tecnologias emergentes, permitirão estar bem posicionadas para se adaptarem rapidamente às novas estratégias de negócios e para suportarem os mercados crescentes.

Continuando em frente

2017 está apresentando novos desafios para as empresas de Petróleo e Gás conforme a indústria segue adiante por águas inexploradas. Organizações precisam balancear seus cortes de orçamentos e redução de pessoal com uma pressão crescente para perceber valor mais rápido do que antes, e explorar novas oportunidades.

Uma maneira de aumentar a eficiência é mover a infraestrutura para nuvem, e provavelmente veremos mais empresas fazendo isso dentro da indústria de Petróleo e Gás. Infraestruturas baseadas em nuvem podem aumentar a percepção de valor e oferecer mais agilidade, soluções de implementação rápida. O custo de entrada é baixo e de acordo com o IDC, “as companhias que irão sobreviver e prosperar são aquelas que sabem como alavancar tecnologias que trazem novas possibilidades, como nuvem e mobilidade, para auxiliar na automatização e otimização de processos e na aplicação de análises para aprimorar produtos de operações. ”

Gil Stefani
Hub Content
Telefone: (11)35673507

Camila Ferreira
Latin IFS
Telefone: (11)41333030

ACESSE AS REDES DA PANORAMA OFFSHORE:

Deixe uma resposta