Brasil tem grande potencial em energia eólica offshore

Estudo recente do Programa de Assistência Gerencial ao Setor de Energia (ESMAP, sigla em inglês) e Corporação Financeira Internacional (IFC) coloca o Brasil como um dos maiores potenciais para geração de energia eólica offshore do mundo. Trata-se de uma das tecnologias mais modernas de energia renovável, baseada no aproveitamento da força do vento que sopra em alto-mar. O estudo, que analisa também Índia, Marrocos e Filipinas, mostra que o Brasil tem potencial eólico offshore de 1,228 terawatts.

Nos parques eólicos offshore são usadas turbinas fixas ou flutuantes instaladas longe da costa, em alto mar, em águas não muito profundas. São utilizados locais longe das rotas de tráfego marinho, e o vento alcança uma velocidade maior e mais constante por conta da ausência de barreiras. Trata-se de construção mais complexa, demorada e cara do que a versão em terra, mas as melhorias tecnológicas vêm barateando os custos de geração.

É um setor em expansão. O primeiro parque eólico offshore foi instalado em 1991, na Dinamarca, e até recentemente se mantinham restritos basicamente à Europa e China. Com o barateamento dos custos, se torna mais interessante para economias em desenvolvimento como o Brasil. Segundo o relatório do ESMAP, a capacidade crescerá entre 7 e 11 gigawatts (GW) por ano até 2024, alcançando entre 15 e 21 GW/ano de 2025 a 2030, quando os investimentos nessa geração de energia devem chegar a US$ 700 bilhões mundialmente.

ACESSE AS REDES DA PANORAMA OFFSHORE:

Deixe uma resposta