Combustíveis: fraudes causam perda de R$ 23 bi por ano

Segundo o Instituto Combustível Legal (ICL), as fraudes operacionais cresceram 4% no Brasil, de abril a julho de 2020, ante dezembro de 2019 a março de 2020. Devido às ilegalidades, o mercado de combustíveis perde quase R$ 23 bilhões por ano. A cifra de R$ 7,2 bilhões em evasão fiscal é conhecida, mas a ela se somam R$ 15,7 bilhões em burlas quantitativas, com bombas adulteradas, qualitativas e com misturas fora do padrão. 

“A primeira linha de atuação é contra as fraudes tributárias. São R$ 7,2 bilhões de sonegação e inadimplência. No etanol, há possibilidade de recolher metade do tributo na distribuição, o que provoca perda da eficiência na arrecadação”, disse o diretor do ICL, Carlo Faccio, em entrevista ao Correio Braziliense. 

Além disso, o setor ainda é prejudicado pelas fraudes operacionais, responsáveis por perdas anuais ainda maiores. Faccio lembra que são duas as principais burlas. “Na quantidade, quando a bomba é adulterada (serve menos do que mostra), e na qualidade, com misturas fora da conformidade, com álcool com mais água, metano e até nafta na gasolina”, assinala.

Outros crimes comuns são o roubo de carga e a interceptação do combustível nos dutos. “O Rio de Janeiro tem vários dutos que passam pela Zona Norte. Existem placas informando que a três metros de profundidade há dutos. Isso é um convite para os bandidos. Não à toa, em 2019, foram 268 perfurações. Em 2020, já são mais de 200. Se houver vazamento, o produto é altamente explosivo”, alertou o diretor do ICL.

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