Emissão de gases poluentes bate recorde em 2019

Pesquisas recentes mostram que um novo recorde de emissões de dióxido de carbono (CO2) está próximo. Isso porque a queima de combustíveis fósseis, ou seja, o alto uso de petróleo e gás natural por empresas tem feito esses níveis subir, ainda que a taxa de queima do carvão esteja diminuindo.

Até o final deste ano, a previsão é que cerca de 36,8 bilhões de toneladas de CO2 seja dissipado na atmosfera — quantidade ainda maior do que a marca anterior de 36,57 bilhões de toneladas, registradas em 2018. Os dados são de um levantamento publicado por pesquisadores da revista científica Environmental Research Letters.

Ainda que diversos países estejam fazendo um uso crescente de energias renováveis, essa tendência ainda não é suficiente para conter as emissões globais. Nos EUA, a energia eólica aumentou cerca de 8% em relação a 2018, enquanto a solar subiu 11%. Já no Brasil, a marca chegou a 1 gigawatt de potência instalada. Em apenas dois anos, o número de painéis solares montados em nosso país cresceu mais de 560%, segundo o último levantamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Por fim, os dados mostram que o uso do carvão caiu em 0,9% neste ano no Brasil. Nos EUA, a queda foi de 10,5% e de 10% na União Europeia, segundo os pesquisadores. Mais que isso, no último ano o cidadão global médio gerou cerca de 4,8 toneladas de emissões de CO2, enquanto só o estadunidense médio foi responsável por 16,6 toneladas. Além disso, as grandes emissões de CO2 da China, Índia e outros países em potencial desenvolvimento também devem influenciar nesse cenário, e ainda não se sabe qual solução pode ser ideal.

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