EUA se expandem e limitam poder do cartel sobre preço do barril de petróleo

Com a perfuração em campo de xisto em território norte-americano, os EUA devem tornar-se o 2º maior produtor de petróleo do mundo em 2018. Esse desenvolvimento da indústria de extração ianque reduz dependência do mercado em relação a produção da Opep e limita o poder de controle do cartel sobre o valor do barril. A produção de xisto nos EUA alterou a dinâmica da indústria petrolífera e esse novo indicador limitou o controle da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) sobre o preço do barril significativamente.

As estimativas da Agência Internacional de Energia apontam que os EUA devem passar a Arábia Saudita na 2ª colocação do ranking agora em 2018, superando a marca de 10 milhões de barris de petróleo por dia. A Rússia, ainda é a líder mundial. A produção desse petróleo não convencional obteve enorme crescimento no início desta década, após avanços tecnológicos que permitiram a extração de reservas inalcançáveis. Naturalmente, a importação foi reduzida e a oferta global aumentou, pressionando os preços para baixo.

A Opep reagiu aumentando sua produção em 2014, reduzindo o valor do barril drasticamente visando estrategicamente desestimular a extração e produção do xisto, ainda mais porque sua extração é mais cara, levando muitas empresas norte-americanas à falência.

Essa atitude de reduzir o preço do barril prejudicou também a economia de países membros da Opep, dependentes da exportação de petróleo, e no ano de 2015, o congresso dos EUA retirou restrições à exportação de petróleo e iniciou vendas ao mercado europeu. Então, com a perda do espaço no mercado internacional fez com que o cartel (Opep) entrasse num acordo para reduzir a produção, elevando os preços o que causou nova explosão na produção do xisto norte-americano.

O mercado do xisto também se beneficia de maior agilidade. “É um mercado que reage rapidamente ao preço. Quando o preço do barril cai, há uma redução na produção. Quando aumenta, rapidamente voltam os investimentos. Na Opep, você tem movimento de governo dos países, não de mercado. Nos EUA é diferente, você tem milhares de operadores e muito capital disponível, o que permite mobilizar a produção rapidamente”, explica o sócio-diretor da Gas Energy, Rivaldo Moreira Neto. A Gas Energy é um grupo brasileiro de consultoria e assessoria empresarial, com presença em toda a América Latina nas áreas de gás, petróleo e energia.

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