Idioma não pode ser fator decisivo para quem pretende mudar de país

Visitei alguns países da Europa como Espanha, Portugal e Inglaterra e também viajei para Reykjavík, na Islândia, para acompanhar um cliente que investe, entre outras frentes, na exploração de energia geotérmica. Fiquei impressionado com a estrutura e a proposta do empreendimento. Apostar em fontes renováveis não é o futuro e sim o presente.

É uma tecnologia que permite usar os recursos naturais de forma consciente. São painéis muito semelhantes aos de Tesla, usados na captação de energia solar para telhas. Apenas o telhado que é um pouco diferente porque é usado em lugares onde o frio é intenso, e por isso é adaptado para aproveita a mesma energia solar para fazer o aquecimento da casa. Paredes, pisos, acabamentos e até o banheiro, não sofrem com a alteração da temperatura graças a essa captação de energia limpa.

Já durante a minha ida para Portugal, encontrei alguns brasileiros que optaram por morar lá e perguntei a todos o motivo da escolha e a resposta sempre é a mesma, “porque é mais fácil”. Sinto em dizer, mas às vezes, não é. Não se iluda com a questão do idioma. Busque informações muito concretas, com profissionais que conheçam aquele determinado mercado, a região, características e principalmente a legislação. Somente com esta análise será possível apontar alternativas de investimentos e novos negócios.

Portugal é uma oportunidade ou Europa é uma oportunidade, para quem tem condição de ir até a Europa? É, é sim. Mas a economia é muito diferente. Analisando o país, concluo que lá seria um “Brasil que deu um pouco mais certo”. E não espere encontrar elementos que denotam uma economia pungente como prédios arrojados, tecnologias inovadoras ou carros sofisticados, como se vê nos Estados Unidos, Alemanha, Austrália, Japão, e no Canadá. É algo totalmente diferente.

A mudança de país deve anteceder a três passos: conversa com a família, consultar um profissional e planejamento. Estudar a economia é fundamental, afinal, esse fator que vai influenciar no resultado da sua empresa, lembre-se que além da adaptação, é preciso se preocupar como ira sustentar você e a sua família. E o tão sonhado visto só vem quando tudo isso caminha de forma correta e ordenada.

Há uns quatro anos, um casal de brasileiros veio até o meu escritório com a ideia de se mudar para Barcelona. Estudamos todos os impactos e ajustes que precisariam ser feitos para tirar aquele sonho do papel e pôr em prática. Em conjunto, criamos um plano estruturado, apresentando todas as possibilidades de negócios e quantidade a ser investido. A cada seis meses, nos reunimos via Skype para debater sobre as etapas concluídas e o que ainda precisava ser feito. Com cautela e planejamento, eles embarcaram para Espanha ano passado.

Essa preparação é importantíssima para qualquer pessoa que pense em sair do seu país. Caso contrário, o risco de depender do governo é grande e parasitar em um sistema do qual está tentado usufruir para melhorar de vida, não vai dar certo.

*Daniel Toledo é advogado, especialista em direito internacional e sócio fundador da Loyalty Miami. Para mais informações, acesse: http://www.loyalty.miami ou entre em contato por e-mail contato@loyalty.miami.

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