IEA faz debate sobre futuro e lançará WEO 2019

No dia 13 de novembro, a Agência Internacional de energia lançará uma nova análise, nomeada como World Energy Outlook (WEO), que fornece uma visão estratégica sobre o significado das decisões políticas e de investimentos atuais para tendências de longo prazo. Considerado a fonte mais confiável do mundo de análises e projeções do mercado de energia, o estudo vai abordar a seguinte questão: Mudar a dinâmica da energia para 2040, significa que o mundo pode relaxar com a segurança do petróleo? No site da IEA, Tim Gould, chefe de divisão de suprimentos da World Energy Outlook e Tae-Yoon Kim, analista de energia do setor discutiram o tema mais profundamente.

A questão discutida pelos especialistas, é que o fato dos mercados petrolíferos estarem bem abastecidos não traz a garantia necessária. O susto causado pelos recentes ataques na Arábia Saudita funcionou como um grande alerta e o mundo ainda não pode relaxar quanto a segurança do petróleo. Até porque, a esfera do mercado e da política se encontram em constante mudança. Será que o óleo será resistente a isso tudo?

Ao analisar possíveis cenários para o futuro, o estudo não obteve nenhum resultado satisfatório, ou seja, as preocupações com a segurança do petróleo não desaparecem e o que acontecerá com o mercado petrolífero ainda vai influenciar muito o mercado global nas próximas décadas.

Desaceleração e mudanças

Porém, sabe-se que apesar da sua extrema importância, o petróleo perdeu força na economia global: sua participação, hoje, é 31% inferior aos 45% do ano de 1974. Além disso, a quantidade de petróleo consumida por unidade de produção econômica também caiu um terço desde 2000. Esses dados só comprovam que o crescimento do consumo de petróleo não está alinhado com o crescimento econômico.

A WEO-2019 prevê um cenário cheio de mudanças, o que ocasionaria algumas desacelerações. Por exemplo, em 2020, essa queda poderia acontecer por mudanças drásticas no setor de automóveis que representam um quarto da demanda global de petróleo. Além disso, o fato da sociedade estar cada vez mais preocupada em combater as mudanças climáticas e a poluição do ar poderia causar também algumas transformações.

O grande aumento da produção de óleo de xisto nos EUA, por exemplo, garantiu uma menor dependência de produtores e exportadores tradicionais, visto que trouxe maior diversidade aos suprimentos globais. Mesmo assim, o Oriente Médio continua sendo o maior fornecedor líquido de petróleo bruto para os mercados internacionais.

Apesar do baque que o óleo pode sofrer com algumas mudanças, o estudo sugere que é impossível a dependência do petróleo sumir rapidamente. O uso do recurso natural ainda continua crescendo em grande parte do mundo. Além disso, eles afirmam que a demanda muda de forma drástica para Ásia, onde as importações aumentam bastante.

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