Leilões de energia do setor privado viram tendência

Desde 2005, o governo federal comanda leilões para expandir a oferta de energia. No entanto, recentemente, os chamados pregões agendados por empresas vem se destacando. No mês passado, dois leilões para contratar usinas eólicas e solares no Brasil geraram disputa entre investidores por contratos a longo prazo.

O Ministério de Minas e Energia decidiu suspender os leilões deste ano para novas usinas por tempo indeterminado, em função dos impactos da pandemia de Covid-19. Com isso, empresas privadas como Copel e Energia Sustentável do Brasil (ESBR), compraram energia em prazos acima de 10 anos para esses pregões. O leilão da Copel movimentou 595 megawatts (MW), enquanto o da ESBR envolveu 170 MW. São números pequenos se comparados aos dos movimentados nos organizados pelo governo, como os de 2014 que movimentaram 7 gigawatts (GW), mas estão inseridos em um contexto de menos oportunidade para investimentos.

Com a nova MP do setor elétrico proposta pelo governo, que propõe encerrar gradualmente alguns subsídios para usinas renováveis, esses leilões ficam ainda mais atraentes para elétricas, que podem comprar energia com esses incentivos antes que eles acabem.

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