Pesquisadores transformam petróleo cru em carvão

Com a grande quantidade de óleo espalhada pelo litoral do Nordeste, muitas pessoas estão se mobilizando para ajudar na retirada do poluente. Diante do quadro alarmante, um grupo de pesquisadores do Instituto de Química da Universidade Federal da Bahia (UFBA) tiveram a iniciativa de transformar parte do petróleo retirado do mar em carvão. A técnica foi testada por membros do projeto ‘Compostagem Francisco’, que trabalha com processos de compostagem acelerada. 

Segundo a Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb), o aspecto do material é viscoso, por isso, para cada 20 quilos de petróleo cru, utiliza-se 200 mL de removedor de esmalte, álcool comercial 99% e dois quilos de pó de serragem.

Os membros do grupo desenvolveram bioaceleradores, que são colocados dentro de uma betoneira (também chamado de misturador de concreto, utilizado para mistura de materiais). Na próxima etapa, os componentes químicos da substância auxiliam na degradação do óleo e o transforma em carvão.

No entanto, a professora da UFBA, Zenis Novais, explica que a aplicação do carvão ainda precisa de estudos mais profundos e além disso, as análises dependem de profissionais de outras áreas, de autoridades e de órgãos que cuidam da limpeza da cidade.

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